ONU discute a portas fechadas testes bélicos da Coreia, que rebate em tom de ameaça

Diplomacia fala em soberania e autodefesa, e alega que os lançamentos não representaram risco aos países vizinhos.

Missil Hwasong-8. | Foto: Imprensa Estatal da RPDC

Um dia após o lançamento de teste de míssil antiaéreo, no último dia 30, a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) assistiu o Conselho de Segurança da ONU realizar reunião fechada para discutir possível violação a acordos internacionais. A reunião foi solicitada por França, Reino Unido e Estados Unidos, mas China relutou em aceitar.

A reação veio hoje por meio de Jo Chol Su, Diretor do Departamento de Organizações Internacionais do Ministério das Relações exteriores, que divulgou declaração onde diz que as atividades autodefensivas foram caluniadas. Segundo Jo, a resolução supostamente violada nunca foi reconhecida pela Coreia, por ser “de caráter desigual e ilegal”. O diretor afirma que os testes bélicos realizados, seja em terra, ar ou mar, não representam ameaça aos países vizinhos.

O que de fato pareceu ameaça foram partes da declaração que sugerem ameaça de conflito, como o trecho onde o tema é classificado como “Bomba-Relógio”. Para dimensionar os avisos, citou o líder máximo do país:

Em seu recente discurso de orientação política, o Presidente dos Assuntos Estatais da RPDC, Kim Jong Un, sublinhou que se tolerarmos ou deixarmos intacta a conduta parcial e dual dos EUA, as forças hostis se atreverão a nos atacar, e enfatizou que não devemos retroceder nem um único passo na defesa dos direitos independentes de nosso Estado, mas tomar fortes contramedidas estatais sem jamais tolerar a menor tentativa de infringir a soberania nacional da RPDC.

Finalizando, Jo exortou o Conselho de Segurança da ONU para que pense “cuidadosamente sobre consequências dessa conduta caso tente prejudicar a soberania da RPDC novamente, inclinando-se ao pensamento e julgamento bandidescos de estilo norte-americano e aplicando o padrão duplo.

Jo Chol Su. | Foto: Maxim Shermetov

O teste do Hwasong-8 foi obra da Academia de Ciências de Defesa Nacional. A instituição avaliou a capacidade da arma como “impressionante”. A ideia da academia para o futuro é desenvolver sistemas de mísseis antiaéreos baseados na tecnologia do Hwasong-8.

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