Língua Portuguesa tem mil novas palavras reconhecidas pelo VOLP

6ª edição do Vocabulário da Língua Portuguesa, lançado pela Academia Brasileira de Letras traz, dentre outras, palavras associadas ao contexto pandêmico e ao avanço tecnológico.

Machado de Assis. | Foto: Facebook (Reprodução)

Nosso idioma nativo possui mais mil palavras que se tornaram de uso correntes desde 2009. É o que dá conta o novo Vocabulário da Língua Portuguesa (VOLP), em sua sexta edição lançada este ano. Confira algumas das novas entradas:

  • Telemedicina
  • Teleinterconsulta
  • Laudar
  • Biopsiar
  • Bucomaxilofacial
  • Ciberataque
  • Cibersegurança
  • Aporofobia
  • Gerontofobia
  • Feminicídio
  • Sororidade
  • Decolonialidade
  • Notícia-crime
  • Judicialização
  • Infodemia
  • Pós-verdade
  • Negacionismo
  • Necropolítica
  • Homoparental
  • Gentrificação
  • Ciclofaixa
  • Mocumentário
  • Docusséries.

Além deles, novos estrangeirismos foram incluídos, com destaque para ‘lockdown’. Em um mundo pandêmico onde falávamos em quarentena para referir os fechamentos de parte do comércio e restrições leves, foi o Biólogo, Pós-Doutor em Microbiologia e Youtuber Átila Iamarino que ajudou a incluir o termo no léxico popular, como sendo sinônimo da mais dura das retrições de circulação.

O VOLP mais atual é oferecido apenas online (site ou app), e foi desenvolvido pela Comissão e pela equipe de Lexicologia – ciência que estuda e descreve o conjunto de expressões de uma língua – e Lexicografia – a arte de se fazer um dicionário – da Academia Brasileira de Letras (ABL). A comissão é presidida por Evanildo Bechara, enquanto a Equipe de Lexicologia e Lexicografia é chefiada por Shahira Mahmud. Os membros desses grupos sentiram a necessidade, uma década depois de lançado o 5º vocabulário, de atualizar o grande volume de palavras relacionadas, dentre outras coisas, ao avanço tecnológico e à pandemia.

Apesar de não possuirmos um novo VOLP desde 2009, a ABL publica , todos os dias, uma nova palavra que passou a ser utilizada com frequência pelo brasileiro.

Foi Machado de Assis o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, que surgiu em 20 e Julho de 1897 no Rio de Janeiro e ali permanece até os dias de hoje, com 40 membros efetivos e perpétuos e 20 sócios correspondentes estrangeiros.

Investindo-me no cargo de presidente, quisestes começar a Academia Brasileira de Letras pela consagração da idade. Se não sou o mais velho dos nossos colegas, estou entre os mais velhos.
[…] 
Passai aos vossos sucessores o pensamento e a vontade iniciais, para que eles o transmitam aos seus, e a vossa obra seja contada entre as sólidas e brilhantes páginas da nossa vida brasileira. Está aberta a sessão.

Machado de Assis

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