‘se eu quero aprender inglês, preciso começar a tentar associar’

Foto: Park Education (EDITADA)

A consultora Thais de Souza Freitas, da Park Education, falou sobre o método de ensino de inglês que dispensa lousas e carteiras e foca no comportamento do professor e do aluno.

Thais de Souza Freitas, 29 anos, de Uberlândia-MG, Consultora Educacional na Park Education, escola de destaque no ensino de inglês.

Nessa entrevista densa, passamos por muito do que é falado sobre o ensino de idiomas, adentrando nas especificidades da Park Education e seu método diferenciado.

Foto: Arquivo pessoal

VINICIUS: Foi uma transição de carreira você sair das Relações Internacionais e ir pra consultoria pedagógica?

THAIS:  Na verdade eu fiz relações internacionais voltada pra business, por isso que as duas faculdades foram simultâneas.

VINICIUS: Ai, que legal…

THAIS: Foi. Aí eu terminei os estágios, o pessoal me contratou numa empresa familiar pra fazer a parte administrativa e financeira da empresa. Fui mandada embora por questões de corte de gastos e surgiu a oportunidade de dar aulas de inglês na Park. Pensei “poxa, vai ser uma oportunidade legal”, já que eu estava precisando trabalhar, e estar em sala de aula é uma coisa que eu sempre gostei.

Na época, quando comecei como professora, era Park Idiomas. Anteriormente eu tinha um ano/um ano e meio de experiência em uma outra instituição, num outro centro de idiomas. Foi o meu primeiro contato com a Park, e uma coisa foi puxando a outra. Dali a pouco foi surgindo a oportunidade de assumir a coordenação das unidades próprias da franqueadora e posteriormente surgiu a oportunidade dentro da própria franqueadora da Park.

VINICIUS: Pra atuar como consultora pedagógica…

THAIS: Exatamente.

VINICIUS: O que exatamente é uma consultora pedagógica?

THAIS: Na Park Franchise essa consultoria pedagógica lida muito com os franqueados, então a gente atua mesmo como consultor, como conciliador, como um guia para garantir a qualidade do serviço que está sendo prestado, entrega de material. Trabalhamos com o treinamento da rede Park, com desenvolvimento e teste de novos cursos, desenvolvimento do aplicativo da Park. Envolve muito a parte consultiva, em termos de prestação de serviço.

VINICIUS: Você falou que fez duas faculdades simultaneamente. Como é essa experiência? Deve ser uma loucura!

THAIS: Foi uma loucura, eu estudava o dia todo. O legal é que tinha matérias que eu podia cortar da grade, matérias em comum entre Administração e Relações Internacionais. Cerca de 30% a 40% da grade eu consegui conciliar, mas foi bem puxado, bem corrido, mas uma experiência muito gostosa estar aprendendo, evoluindo…

VINICIUS: Da pra aprender tudo das duas?

THAIS: Olha, tudo tudo tudo, esse 100% aí, acho que não dá pra aprender de nada, acho que acaba passando alguma coisa, mas consegui me formar nas duas faculdades com aproveitamento muito bom. Acredito que consegui absorver tudo o que mais importava.

VINICIUS: Relações Internacionais e Administração. E onde você absorveu essa parte pedagógica?

THAIS: A parte pedagógica veio da experiência em sala de aula. Eu não tive nenhum contato em termos de formação pra essa área pedagógica, mas como eu trato com pessoas, nesse trato a gente vai aprendendo, observando a gente consegue aprender como lidar, como ensinar. Eu acredito que todo mundo tem um pouquinho de pedagogo, dessa experiência de vida que a gente traz.

Eu não sei se você tem filhos, mas eu sou mãe de uma menininha de 2 anos. A gente vai aprendendo a ensinar o outro, a se colocar no lugar do outro, vai desenvolvendo ferramentas pra desenvolver a outra pessoa. Eu não tenho nenhuma formação [pedagógica], mas tudo o que eu sei veio de experiência. Depois que eu fui pra coordenação na Park eu tive um treinamento de consultoria de coordenação pedagógica, mas antes disso não tive nenhum contato nesse sentido.

VINICIUS: Então a empresa te educou bastante nessa parte.

THAIS: Sim, a empresa me estimulou, investiu, desenvolveu e tem desenvolvido ainda. É uma empresa que tem muitas oportunidades de crescimento pra treinamento, uma empresa muito boa, muito legal nesse sentido. Todo conhecimento que eu tenho de consultoria e de coordenação pedagógica veio de dentro da Park.

VINICIUS: E ela é uma escola de inglês ou de idiomas?

THAIS: Hoje a Park ta caminhando para ser um centro educacional. Primeiramente tinhamos apenas o inglês e o espanhol, e hoje conseguimos entregar uma gama de produtos muito maior. Temos cursos específicos da Park voltados para o desenvolvimento de criatividade em crianças, curso de habilidades específicas: voltado pra negócios, pra agro, pra med.

VINICIUS: E como estão as aulas agora na pandemia?

THAIS: As aulas aqui em Uberlândia continuam 100% online. Na verdade, está dependendo muito de cada região. Temos quase 100 unidades da Park espalhadas pelo Brasil, então de acordo com o decreto e a determinação de cada região as escolas estão podendo [ou não] retornar às aulas presenciais.

VINICIUS: Dá pra pensar em um futuro com aulas totalmente ou massivamente online, com esse aprendizado que pegamos da pandemia?

THAIS: Dá pra pensar sim em aulas 100% online. A gente conseguiu se adaptar de uma maneira super legal, a pandemia meio que forçou essa evolução. Acho que pra muitas pessoas.

A Park não tinha a modalidade online, isso veio com a pandemia mesmo, foi uma adaptação feita em um período de 15 dias. Hoje temos um feedback super positivo de toda a rede da Park com as aulas online. Temos alunos que não querem voltar pro presencial por conta da comodidade de estar em casa ou fazer aula em qualquer lugar, não tendo que se locomover.

Pra crianças o presencial faz muita diferença. É possível estar online, tenho turmas de crianças 100% online, mas esse contato pro desenvolvimento da socialização é muito importante. Então, no caso delas, é interessante ter um contato presencial.

VINICIUS: Você falou coisas que realmente são próprias da formação pedagógica, então você conseguiu absorver essa maneira de lidar de uma maneira muito forte…

THAIS: Ah, obrigada, cê achou? hahahahah

VINICIUS: São palavras de pedagoga, essa questão que envolve o sensório-motor, né…

THAIS: Uhum…

VINICIUS: E você tem uma filha de 2 anos. Isso com certeza ajuda muito, né…

THAIS: Ah, com certeza, é uma experiência transformadora a maternidade.

VINICIUS: 2 anos… foi antes da pandemia então…

THAIS: Foi antes da pandemia. Ela vai fazer 2 anos em outubro. Quando a pandemia começou ela estava com 5 meses.

VINICIUS: E como foi pra você, como mãe, quando de repente surge uma pandemia e você tem que se preocupar com sua filha?

THAIS: Olha, confesso que, pensando nessa experiência e na criação da Helena, pra mim foi muito vantajoso, confesso, estar em homeoffice. Não a pandemia em si, mas eu pude ter esse contato maior com ela, pude acompanhar todo o desenvolvimento dela, estar mais presente em todas as fases…. Pra nós, aqui em casa, essa essa experiência foi muito positiva. Claro que tem a preocupação de falar “poxa, a gente tá em segurança, mas e se a gente pegar a COVID como vai ser, com um neném? Como vai ser a questão das visitas?”, mas sempre tomamos todos os cuidados, uma família bem consciente, nosso círculo de amizades bem consciente, então foi bem tranquilo.

Foto: Arquivo Pessoal

VINICIUS: No artigo – inclusive vou colocá-lo ao final da entrevista – você fala em estímulo, e ele tem um viés bem behaviorista, até sobre a questão do reforço positivo…

THAIS: Sim, sim… tudo isso vem da análise transacional, não sei se você já ouviu falar. É uma vertente da psicologia.

VINICIUS: Não ouvi não. Fale sobre ela.

THAIS: É muito interessante É uma vertente da psicologia que fala justamente sobre o quão e como a minha ação provoca uma reação no outro indivíduo. Então, por exemplo, o reforço positivo que a gente dá, a análise transacional chama de ‘carícias’, e o que é isso?  “Muito bem!”, “Parabéns!”, “Você conseguiu!”, “Que legal!” . Às vezes até mesmo um sorriso é um reforço positivo, e isso gera no outro a confiança e o estímulo pra continuar. A análise transacional fala muito disso: de como extrair do outro aquilo que eu quero através das minhas ações.

VINICIUS: Me parece uma versão mais… enfim, um certo upgrade do behaviorismo clássico, é isso?

THAIS: Não sei se podemos chamar assim. Eu te falei bem superficialmente, é claro que tem fundamentos muito maiores, é uma questão muito mais profunda. O método da Park se baseia nele, enquanto outros métodos baseiam-se na neurolinguística.

Como o professor deve se portar em sala de aula? Tem que ser um professor que está no ‘pai protetor’, que é um estado de ego que estimula o outro e protege, que incentiva, que estimula, que coloca pra frente. Não podemos estar em estado crítico do adulto que racionaliza tudo, precisamos colocar o aluno no estado de ego de criança livre, porque é quando estamos nesse estado, que é o estado de ego mais espontâneo, que conseguimos aprender melhor, absorvemos mais. A análise transacional aborda tudo isso: como identificar o estado de ego, como trazer o outro pro estado de ego que eu preciso afim de que ele se desenvolva de uma maneira melhor. É bem legal, uma vertente da psicologia que a gente leva pra vida, pra qualquer área.

VINICIUS: O simples fato de buscar uma resposta para além da neurolinguística é muito interessante.

Geralmente quando se fala em idiomas há uma polêmica: aprender traduzindo ou sem traduzir? Como vocês fazem aí na Park?

THAIS: Aqui na Park a gente não traduz, não racionalizamos nada, inclusive não usamos português em sala de aula, não explicamos gramática durante as aulas, os alunos não escrevem. Se você tiver a oportunidade de visitar uma escola Park, você vai ver que as salas de aula não tem lousa, não temos mesas. São sofás, a gente leva um bate papo com o aluno. Nós ensinamos através da associação de sons e imagens, através de repetição, do mesmo jeito que aprendemos a língua materna.

Quando estávamos aprendendo a falar, o que a nossa mãe fazia? Pegava um objeto, sei lá, uma bola, e falava “olha a bola”, e de tanto ouvir aquilo nós associávamos aquele objeto com aquele nome, e dali a pouco a gente tinha tal pronúncia.

VINICIUS: E até que idade isso funciona? Porque a gente tem a questão da neuroplasticidade também, não é?

THAIS: Isso funciona pra todas as idades. Nós temos alunos de 5, 6 anos e alunos de até 70 anos. Todos eles conseguem acompanhar o método.

A gente respeita o ritmo de cada um, e esse é outro ponto super importante, ter essa flexibilidade em relação aos alunos.

VINICIUS: Isso tudo que você falou do ambiente, da conversa, do sofá e da própria análise transacional me remeteu muito ao ambiente físico. Como vocês conseguiram transportar todo esse arcabouço que é muito socializante pro online?

THAIS: Olha, a gente fala muito sobre o Park Spirit aqui dentro. O que é o Park Spirit? É a gente ter uma energia positiva, manter uma aula agradável, um ambiente propício para que o aluno se exponha. Prezamos muito, ali, pelo ambiente em que o aluno estaria ensinando. Criamos imagens de fundo com lugares agradáveis, com a logo da Park e transmitimos pra rede Park que agora, mais do que nunca, o Park Spirit precisaria estar presente, para que conseguíssemos manter na experiência do cliente uma experiência agradável e positiva.

Em termos de interação durante as aulas não tivemos prejuízo nenhum. Em relação a ambiente físico, ele praticamente se manteve: ao invés de estar no sofá da Park, a pessoa está no sofá da casa dela, ou “poxa, tô aqui agora no meu escritório, mas vamos parar agora e vamo falar inglês”, então não teve nenhum prejuízo nesse sentido, muito pelo contrário, a experiência foi super positiva e conseguimos manter esse espírito que carregamos.

VINICIUS: Sobre a questão da memorização, que é fundamental no ensino de línguas, apesar de ser considerada uma capacidade cognitiva inferior. No ensino de línguas vemos um monte de técnicas: cartões de memorização, músicas… enfim, várias coisas que as pessoas inventam. Como fica essa questão da memorização?

THAIS: O material da Park é todo parametrizado. Vamos muito pela repetição e pela prática de vocabulário, como eu te disse, do mesmo jeito que aprendemos nossa língua materna, muito pela reutilização de vocabulário, por exemplo: na primeira unidade do primeiro livro os alunos aprendem o verbo to work, que é o verbo trabalhar; ao final do primeiro livro, esse verbo vai ser reutilizado mais de 300 vezes.

Fazemos uma repetição trabalhando a pronúncia, depois temos a associação daquele som que o aluno praticou a uma imagem e uma exemplificação do professor. Então, se você trabalha no McDonalds, o professor fará uma associação de acordo com a sua realidade: “you work at McDonalds” , e pra você vai fazer sentido, você vai associar e aprender aquela palavra sem precisar traduzir. Ao final do livro, usamos e falamos tantas vezes que o aluno compreende aquilo muito facilmente.

VINICIUS: Você começou na Park como professora?

THAIS: Sim, como professora.

VINICIUS: Entendi. Então, obviamente, você não foi aluna da Park. Como você aprendeu inglês?

THAIS: Eu aprendi em uma escola de ensino tradicional, na fisk. Comecei com uns 12 ou 13 anos, me formei lá, fiz a proeficiência toda na fisk , só que lá não tem essa questão voltada pra fala igual a Park tem, onde o foco é a conversação.  Então além do curso, por gostar muito da língua, eu usava outras ferramentas: músicas, seriados, livros, tudo o que poderia me ajudar no desenvolvimento da língua eu usava além do curso.

VINICIUS: Essa questão de música, filme, série, é bastante controversa também. Tem gente que diz que vê bastante série em inglês, às vezes até sem legenda, filme, música, e não aprende. Como faz pra aprender ouvindo e vendo… é só olhar e pronto, ou como faz?

THAIS: Ah não, eu acho que isso vai de cada um também, cada um aprende de um jeito. Nós temos muitos alunos que conseguem aprender sozinhos. Temos também alunos que nunca estudaram mas têm uma linguagem funcional de nível intermediário, que aprendeu só de jogar, de ouvir músicas, de ver seriados. Nós temos pessoas que são mais visuais, mais racionais, que precisam estar em sala de aula.

Como podemos fazer pra aprender através das séries? Na verdade isso é aprender colocando o inglês no dia-a-dia…

VINICIUS: …imersão…

THAIS: … então eu assisti um seriado, vamos não só assistir e entender a história: se eu quero aprender inglês, preciso começar a tentar associar, a tentar fazer links entre aquela palavra e meu dia-a-dia, depois. Então eu aprendi o verbo to drink, e eu vou ali na cozinha tomar um suco… eu vou pensar, em inglês, “i want to drink a juice” . Quanto mais pudermos viver aquela realidade, com mais facilidade a gente se desenvolve. Tem gente que fala “vou assistir uma série em inglês, vou tirar a legenda”, mas a pessoa não está focada naquele aprendizado. Precisa ter esse foco, mas cada pessoa aprende e se desenvolve de maneira diferente, não tem uma regra nesse sentido.

VINICIUS: Pensar em inglês… É dificil girar essa ‘chavinha’ pra parar de pensar em português e pensar em inglês? Claro que é uma metáfora, né? A gente não pensa em nenhum idioma.

THAIS: hahahah Sim, é uma metáfora. É difícil girar essa chave porque somos condicionados a pensar de uma forma. Vou te dar um exemplo de um paradigma que a gente tem, que é um desafio quebrar esse paradigma aqui na Park: a questão da escrita e da tradução. Temos muitos alunos que são resistentes, “poxa, mas eu não vou aprender a escrever em sala de aula? E se eu não traduzir, como vou saber se aprendi realmente?”. A gente é condicionado a aprender e estudar dessa forma, e esses paradigmas são muito difíceis de serem quebrados. Leva tempo, e precisamos exercitar a mente para que isso aconteça, fazendo isso de forma inconsciente para daqui a pouco se tornar natural.

VINICIUS: E ele vai virando do consciente pro inconsciente…

THAIS: Isso. A mesma coisa acontece com a tradução. Vamos pegar uma palavra simples em inglês: a palavra apple. É o meu primeiro contato com o inglês? Então eu preciso pensar “apple significa maçã”, e toda  vez que escuto eu falo isso: “apple é maçã”. Daqui a pouco, quando ouço essa palavra, esse processo não é consciente mais, não preciso pensar, racionalizar isso, a imagem vem na minha cabeça naturalmente. É a mesma coisa na questão do pensar em inglês: vou condicionando meu cérebro, minha rotina, meu dia-a-dia, para me comportar daquela forma, e daqui a pouco isso vem pra mim naturalmente.

VINICIUS: Entendi. Uma coisa muito interessante em pessoas que já falam o inglês ou outro idioma é que – enfim, são muitas dimensões: falar, escrever, ler, ouvir – acabam desenvolvendo um pedaço e não desenvolvem outro. Como se faz pra desenvolver tudo isso de maneira mais ou menos igual?

THAIS: Olha, temos que nos dedicar em todas as áreas e buscar o desenvolvimento em todas elas. Onde o pessoal tem mais dificuldade pra desenvolver é o listening, o ouvir. Quando eu vou falar, eu sei o que eu estou pensando, eu sei o que eu gostaria de pensar e acabo despejando aquilo na outra pessoa. Então precisamos praticar: como eu desenvolveria meu listening? vou ouvir um podcast, vou ouvir uma música, vou prestar atenção naquilo. Como vou desenvolver minha leitura? Não vou desenvolver se não ler.

VINICIUS: O listening tem muito do regionalismo, né? Você não faz ideia de que aquela coisa toda acadêmica que você aprende, na verdade se transforma no país que fala inglês, né?

THAIS: Com certeza. Antigamente tinhamos muito isso de dividir o inglês pelo sotaque: o inglês americano e inglês britânico. Quando eu estudava era assim, hoje não existe isso mais, temos o inglês. Assim como no Brasil cada região tem os sotaques, os regionalismos, as gírias, no inglês ocorre da mesma forma.

Estou dando aula pra um menino indiano que acabou de fazer 6 anos. É muito interessante porque ele não teve problema nenhum com meu sotaque. O jeito que eles falam inglês na índia é um jeito completamente diferente em relação à pronúncia das palavras. Mas por que ele não teve dificuldade? Porque ele vive aquilo: joga, assiste vídeos, então pra ele a questão de sotaques diferentes não influencia, e ele consegue se comunicar comigo de uma maneira super legal.

VINICIUS: Olha só, um aluno da Índia. Você tem outros destaques assim?

THAIS: Olha, temos uma aluna no Japão, o pessoal estava conhecendo o método da Park, acho que estrangeiros são esses dois que estamos trabalhando agora.

VINICIUS: Você sabe que no Japão existe um método de língua mãe para tocar violino, que é o método Suzuki.

THAIS: Ah, é!? Que legal!

VINICIUS: Foi através dele que conheci essa ideia da língua mãe. Lá as crianças nascem já inscritas na aula de violino.

THAIS: Acho que lá na Índia é mais ou menos assim, eles tem o inglês como uma língua oficial, então as crianças além dos dialetos indianos, já nascem estudando inglês e sabendo falar.

VINICIUS: E sua filha provavelmente vai pra esse caminho também, né?

THAIS: Espero que sim hahahah… eles falam – como é… – casa de ferreiro, espeto de pau hahahah , mas estou torcendo e estou estimulando ela nesse sentido.

VINICIUS: Com que idade dá pra uma criança entrar em uma aula dessas?

THAIS: A gente tem, na Park, crianças à partir de 6 anos, mas vai muito da preparação, da escola, do material, do centro educacional. A criança consegue aprender desde o momento em que é estimulada. Por exemplo, a Helena já fala, tem quase dois anos, e como começou a aprender? Balbuciando. Quando eu comecei a ensinar ela? À partir do momento em que comecei a conversar com ela. O ser humano aprende desde pequeno. Hoje ela já sabe as cores, sabe contar até 5… Por que? Porque ela recebeu esse estímulo, se ela não tivesse talvez não saberia.

VINICIUS: E você já está injetando palavras em inglês nela?

THAIS: Já, eu coloco bastante videozinho em inglês pra ela assistir, canto as musiquinhas com ela… ela aprendeu agora as cores em português, entãoa gente já vai mostrando que azul é blue, vai mostrando devagarinho.

VINICIUS: Bacana, você acabou abordando assuntos que muitas pessoas têm dúvida. Eu mesmo sou péssimo com idiomas.

THAIS: Mesmo? É porque você ainda não conhece o método da Park! hahahah

VINICIUS: hahahah já faz um merchan, né…

THAIS: …já faz a propaganda. Mas sério, quando eu estudava na fisk eu era apaixonada pela escola, pelo método, ainda gosto muito, mas depois que conheci a Park eu vi a facilidade pro aluno se expressar, se comunicar, o desenvolvimento dos alunos aula a aula, como essa comunicação e essa fluência vem de uma maneira intuitiva e natural… eu sou apaixonada pelo método da Park.

VINICIUS: Hoje você fala quantos idiomas?

THAIS: Falo inglês e dou uma arranhadinha no espanhol hahahah.

VINICIUS: Quer aprender outros?

THAIS: Tenho vontade de concluir o espanhol e quem sabe partir pra um alemão ou um japonês.

VINICIUS: Legal. Eu fui pro Romeno, que dizem ser um dos mais parecidos com o português, mas nem assim consegui muita coisa, daí eu vi como sou ruim em aprender idioma.

THAIS: hahahah, mas não é não, às vezes é a afinidade. Como eu gosto muito do inglês, tive uma resistência muito grande com o espanhol, mas vamos nos adaptando.

VINICIUS: Quando estiver pronta a entrevista eu te mando.

THAIS:  Manda sim. Você vai publicar o áudio?

VINICIUS:  Vou transcrever. Por isso que sou bem descontraído no áudio, porque depois posso cortar no texto.

THAIS:  Pois é, eu já pensei, falei “nossa senhora”… Falei um tanto de coisa aqui, vai que hahahah bota o áudio, a Helena chorando…

VINICIUS:  Sua filha chorando aí atrás…

THAIS:  hahahah pois é, ai gente, aí ia passar a Helena no áudio.

Estímulo para o ensino de crianças se baseia no despertar de seu interesse

Por Thaís de Souza Freitas

Os dias atípicos que vivemos desde 2020, quando medidas sanitárias e de restrição de circulação de pessoas precisaram ser tomadas para o controle da Covid-19, se postergam e trazem uma realidade dura principalmente para as crianças, como revelado numa pesquisa do Datafolha encomendada pela Fundação Lemann e Instituto Natura, “Onde estão as crianças e adolescentes enquanto as escolas estão fechadas?”. Dentre pais, responsáveis e jovens entrevistados, 44% afirmaram se sentir tristes, 38% tiveram medo e 34% perderam o interesse na escola. E mais: 75% disseram que sentem falta das aulas presenciais ou de algum professor e 60% do convívio social e dos amigos. Os números refletem uma realidade: as pessoas precisam de interações sociais e as crianças dependem dela como requisito para o desenvolvimento pessoal. 

Com isso, um dos grandes desafios dos profissionais  que lidam com o ensino infantil também passou a ser responsabilidade dos pais, prender a atenção dos pequenos por um período de tempo  suficiente para transmitir e consolidar algo. Pensando nisso, trabalhar temas de interesse do estudante, como o aprendizado de um segundo idioma,  tornar os momentos de ensino e aprendizagem em momentos de prazer, diversão e criatividade pode ser a tão desejada chave para o sucesso. É fato que o ser humano se envolve muito mais em atividades que lhe proporcionam satisfação e com crianças não é diferente. 

O ensino de um segundo idioma como o inglês, se dando através de atividades lúdicas, jogos, músicas, massinha, pinturas e qualquer outro método que estimule a criatividade e transforme cada momento de aprendizagem em uma experiência encantadora, é o grande diferencial. Outro ponto chave no que diz respeito ao ensino para crianças é o reforço positivo, que deve ser manifestado constantemente. Reconhecer e celebrar cada conquista não só a deixa mais estimulada, mas também desenvolve sua autoestima e confiança; fatores fundamentais para que ela se sinta confortável e continue praticando o segundo idioma de maneira natural.

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