Stephanie: tanto jardineira quanto arquiteta

A escritora deu declarações que ensinam a maturidade necessária para uma carreira realista e sem bloqueios criativos.

Stephanie Caroline, 31 anos, redatora, graduada em Publicidade e Propaganda e em Administração, com pós-graduação em Jornalismo 4.0. A curitibana desde os 8 anos aventura-se na escrita. Foi aos 15 que o compromisso com um livro tornou-se mais forte, sendo publicado, 10 anos depois , Doce Vida de Ana. Depois dele, mais 6 vieram: Nada é por Acaso, 13 Contos de Amor ou Não, Diário da Garota em Crise, Para Sempre, Deixe-me Roubar seu Coração e o recém lançado Amor, destino final.

Nessa entrevista, passeamos sobre diversos assuntos que dão a silhueta de uma pessoa que consegue equilibrar sensibilidade e racionalidade.

Foto: Arquivo Pessoal.

STEPHANIE: Desde criança eu já me arriscava com histórias pequenas, meu primeiro livro foi iniciado ainda na adolescência, ele só ficou engavetado até eu ter 25 anos. O que me ajudou, na parte de Publicidade e Propaganda e Jornalismo é que eu fui em uma profissão onde eu aprendi a me expor, que era o meu medo: mostrar os meus escritos.

VINICIUS: E por que esse medo de mostrar os escritos?

STEPHANIE: Eu era uma criança muito tímida. Sempre aquele medo do julgamento, do que os outros vão dizer. Aí eu escrevia, guardava muito pra mim ou então mostrava só pros amigos mais próximos.

VINICIUS: Hmm, ao mesmo tempo em que você não era muito de falar, como toda pessoa tímida…

STEPHANIE: Aham.

VINICIUS: Era uma válvula de escape, a escrita?

STEPHANIE: É. É uma forma de expressão.

VINICIUS: Ainda é, então?

STEPHANIE:  Continua sendo. Como eu tenho muita dificuldade principalmente de expressar sentimentos, na escrita consigo me libertar. Escrever, por meio das personagens, é uma forma de colocar pra fora.

Comecei com aquelas plataformas do tipo ‘Clube de Autores’ e depois recebi um convite de uma editora.

VINICIUS: Por quais editoras você já passou?

STEPHANIE: Eu comecei com O Tordo Editorial, depois fui pra editora Percurso, e essas duas editoras não deram muito certo, não eram muito idôneas, e por último eu tive uma experiência positiva com a editora Estalo, quando eu lancei a primeira edição de ’13 contos de amor ou não’, e agora eu voltei com o selo ‘venha fazer história’, que é parte da editora Hope, com o relançamento dele e um conto extra.

VINICIUS: E agora você começa no ‘venha fazer história’ da Hope

STEPHANIE: Isso. Ele é um selo editorial da Hope. Eu entrei como publicação gratuita. Hoje eles abriram pra novos autores numa publicação mais barata, de baixo custo.

VINICIUS: To vendo os seus títulos aqui. São temas bem adolescentes e bem românticos. É o seu tema central?

STEPHANIE: Na verdade, nos meus romances  – a gente até brinca entre os meus leitores – o título engana. Os dois primeiros são mais ‘adolescentezão’ mesmo, mas à partir do ’13 contos’, apesar de o tema central ser amor, são 13 contos com gêneros diferentes: tem distopia, tem terror, tem drama, e outros contos com romance e um toque mais reflexivo. Tem até suspense nesse livro.

O Diário da Garota em Crise também, apesar do título, foi um livro em que eu falei sobre depressão, falei sobre suicídio, e é uma personagem já adulta, a história começa quando ela tem já 18 anos. O objetivo é provocar uma reflexão, cutucar o leitor e fazer ele refletir sobre um assunto.

Normalmente, num romance, os livros falam de ‘ai, dor de amor’, é visto como uma coisa só da adolescência, e o que eu quis mostrar é que você pode passar por isso na vida adulta, você pode passar por uma relação ruim, isso pode te fazer mal, assim como um adolescente teria nas suas primeiras experiências.

VINICIUS: Seus livros falam de você mesma?

STEPHANIE: Não. Algumas experiências eu baseio no que eu observo à minha volta: pessoas que eu conheço, situações que me contam, eu sou uma autora observadora.

VINICIUS: E claro, da maneira como isso te afeta, como te despertam as experiências dos outros

STEPHANIE: Isso, aham.

VINICIUS: E o seu oitavo romance já está em desenvolvimento. Sobre o que é? Você já tem o título dele?

STEPHANIE:  Já. Na verdade, ‘Destinos Entrelaçados’ tá pronto e está na betagem, nas leitoras que fazem a primeira avaliação, betagem mais revisão. O tema central é almas gêmeas, então vai ser um ‘romance romântico’.

VINICIUS: ‘Romance Romântico’…voltando aos seus primeiros temas?

STEPHANIE: Na verdade os primeiros, mesmo sendo adolescentes, eram meio ‘dramalhão’, tinham um toque mais dramático.

VINICIUS: Você é uma pessoa romântica?

STEPHANIE: Eu não me considero. Eu gosto de escrever sobre isso mas não me considero uma pessoa muito romântica.

VINICIUS: Mas dentro do seu livro tem esse teor.

STEPHANIE: Sim, dentro do livro tem esse toque mais romântico, inclusive com o tema que eu escolhi pro próximo, que é ‘almas gêmeas’.

VINICIUS: No sentido figurado ou você traz mesmo a questão espiritual?

STEPHANIE: Trago um pouco da questão espiritual também. Cheguei, inclusive, a fazer um estudo sobre isso antes de surgir a vontade e a ideia do livro.

VINICIUS: Sobre o determinismo de uma pessoa acabar encontrando com a outra?

STEPHANIE: Isso. E também sobre a necessidade, aquela coisa de ‘será que é uma metade? será que é um complemento?’, com vários estudos que eu fiz sobre isso, inclusive na parte espiritual.

VINICIUS: Isso é uma questão interessante: há quem diga que você tem que encontrar uma pessoa igual a você, e quem diga que a pessoa tem que te complementar e ser totalmente diferente. O que você pensa sobre isso?

STEPHANIE: Eu acredito que podem ser as duas coisas, tanto uma pessoa muito parecida quanto alguém diferente, com a condição de que realmente te cause aquela sensação de uma união muito forte, que é o que se relata entre encontros de almas gêmeas, como se fosse uma energia muito forte as envolvendo.

VINICIUS: Dentro do seu estilo, como são as suas narrativas?

STEPHANIE:  Eu comecei narrando em terceira pessoa, meu primeiro livro é em terceira pessoa, com um narrador mais pessimista, porque me inspirei em Lemony Snicket, de Desventuras em Série. Nos outros eu adotei a primeira pessoa, exceto o ’13 contos’ que tem contos em primeira e em terceira pessoa.

Na terceira pessoa, o narrador pode ser mais imparcial, mais pessimista – como no meu primeiro livro -, ou só narrar a história. Agora, na primeira pessoa geralmente a gente precisa assumir muito as características do personagem.

VINICIUS:  Como está a aceitação desses temas românticos?

STEPHANIE: Exatamente porque eu fujo do romance mais fantasioso é que eu tenho uma grande aceitação. Meu público gosta, pois eu mostro as pessoas como elas são, são coisas que acontecem no mundo real, como nós vivenciamos as experiências amorosas positiva e negativamente.

VINICIUS: Você tem leitores mais próximos a você, que comentam, que falam com você?

STEPHANIE: Sim, tenho as leitoras beta, a Iara e a Suzana.

VINICIUS: Como é publicar independentemente?

STEPHANIE: Começando pelas plataformas gerais, como Clube de Autores e a própria Amazon, você entra sem saber nada, então a única coisa que eu fiz foi colocar o livro naquele tamanho 14 x 21 cm e o espaçamento que era um e pouquinho, não era exatamente 1,5 como a gente usa nos TCC’s. Era algo bem básico, a capa era bastante simples, porque o Clube de Autores te cede o espaço, você que tem que montar tudo ali. Depois eu fui pra editora, que assume toda essa parte, mas voltei para a parte independente, e os meus lançamentos são independentes, só que hoje eu sei fazer a capa, sei fazer diagramação e outros detalhes como precificação, valor de correios… São coisas que não faziam parte da minha rotina e hoje fazem, eu mando pra gráfica para a impressão.

VINICIUS: Então você ser independente te ensinou muito.

STEPHANIE: Sim, me ensinou bastante.

VINICIUS: Sobre as suas próprias vivências de relacionamento: elas interferiram no livros?

STEPHANIE: Em algumas personagens eu coloco algumas visões minhas e até mesmo parte de algumas experiências. Vou encaixando conforme cabe na personalidade daquela personagem.

VINICIUS: Você teve situações complicadas de relacionamento que influenciaram ou mesmo fizeram você parar de escrever?

STEPHANIE: Não, muito pelo contrário: sempre me incentivou a tirar algo positivo, algum aprendizado, vamos chamar assim, e mostrar pras pessoas por meio das personagens.

VINICIUS:  Você tem bloqueios criativos?

STEPHANIE: Sim, passei por bloqueio criativo no ano passado, logo que começou a pandemia, porque eu tinha feito um livro – ‘Deixe-me Roubar seu Coração’ – em pouquíssimo tempo. Foi a primeira vez que eu escrevi um livro muito rapidamente, e quando chegou no ano passado eu comecei uma nova história e não conseguia ir pra frente, e aí comecei a perceber que vários fatores externos interferem.

Quanto mais a gente se cobra, mais o bloqueio piora. Fui aprendendo a lidar com isso, como ir soltando, deixando as ideias fluirem, e foi quando eu descobria diferença entre escritor jardineiro e escritor arquiteto.

O escritor jardineiro planta uma ideia e deixa ela se desenvolver no tempo dele. O escritor arquiteto tá o tempo todo ali com um roteiro completo e se cobrando o tempo todo. Quando a gente entra no modo arquiteto ocorre muito isso, do bloqueio criativo, porque é uma pressão que nós mesmos nos colocamos.

VINICIUS: E hoje você superou ou está superando?

STEPHANIE: Consegui superar no ano passado mesmo. Eu tenho um dia específico para escrever livros. Como eu falei, eu trabalho com escrita durante a semana e no fim de semana eu pego só os livros. Também aprendi a incluir as técnicas de relaxamento na minha rotina para que eu não bloqueie de volta.

VINICIUS: Então você é uma escritora metódica?

STEPHANIE: Podemos dizer que sim, porque me ajudou muito quando eu  comecei a me organizar. Eu gosto muito do escritor jardineiro, de ter uma ideia e plantar, deixar que ela germine, mas hoje eu tenho cardernos onde anoto as ideias, pra depois sentar e desenvolver.

VINICIUS: E é melhor o caderno do que o computador pra você?

STEPHANIE: Nas anotações, pra mim funciona muito be escrever à mão.

VINICIUS: Escrever também é a sua profissão. Você não para de escrever em nenhum momento.

STEPHANIE: Às vezes eu me dou uma folga. Têm finais de semana que eu anoto as ideias só e “não, eu vou parar um pouquinho”, principalmente quando é corrido na parte de redação.

VINICIUS: E como você faz pra limpar sua cabeça quando não dá mais pra ficar escrevendo?

STEPHANIE: Eu ouço música. Ajuda a espaerecer e muitas vezes a imaginar a cena, mesmo que depois ela fique com falas diferentes, com uma narrativa diferente… acabo criando um filminho na minha cabeça, vamos chamar assim.

VINICIUS:  Vou pegar um pouco pro lado pessoal, porque eu tinha alguns pontos no início pra abordar mas acabei avançando. Você falou da sua timidez; o que isso causou?

STEPHANIE: Olha, tive bastante dificuldade na parte de escrita, de ter coragem de publicar e depois o receio do retorno do leitor. Hoje pra mim é bem mais fácil ouvir o retorno, que nem sempre vai ser positivo. Ninguém é obrigado a gostar, e isso não significa que o seu trabalho é ruim. Mas demorei pra conseguir fazer essa associação.

VINICIUS: Eu ia perguntar isso: quando você escreve e vai publicar, você tem medo de não agradar?

STEPHANIE: Hoje já não tenho tanto, mas quando estava no começo, os primeiros livros…

Eu não conseguia me admitir como escritora. Os meus amigos, quando eu já estava com meu terceiro livro publicado, me apresentavam: “ah, olha aqui a Stephanie, ela é escritora”, e eu ficava assim “não, não, eu tenho uns livros aí, mas não sou escritora”, então eu demorei pra me ver como escritora até por causa disso.

VINICIUS: Então nem sempre foi uma identidade de escritora o que te guiou.

STEPHANIE: Eu era uma pessoa que escreve hahahahahah.

VINICIUS: E qual foi a fronteira que te transformou da pessoa que escreve pra escritora?

STEPHANIE:  Foi quando eu percebi isso que eu falei: que o julgamento sempre vai existir, não importa, eu escrevendo ou não. E não se agrada todo mundo. Quando eu comecei a assimilar essa ideia ficou mais fácil, e comecei a ver:

“sim, eu sou escritora!”

Comecei a me apresentar pras pessoas assim: redatora e  escritora.

VINICIUS: E você tem duas faculdades, duas graduações e uma pós ainda por cima. Imagino que tudo isso ajudou também na sua auto-confiança.

STEPHANIE: Sim, quando eu fui pra área da comunicação. E como eu tenho uma empresa, trabalho de casa e tenho meus clientes, eu fui, eu que tive que ir atrás, então acabei me soltando e aprendendo como me posicionar, como falar, e isso automaticamente ajuda também na parte de escritora, principalmente na parte de divulgação, porque eu escrevo pros outros.

Eu comecei a me questionar: “por que eu não consigo falar sobre mim?”, e aos poucos isso foi sendo trabalhado e mudado.

VINICIUS: E como você conseguiu esse milagre de uma pessoa tímida empreender?

STEPHANIE: Olha, eu acho que é porque eu sou muito persistente hahahahahahah e eu queria muito trabalhar em casa.

Em 2015 trabalhava numa assessoria de imprensa, como clipping. Eu estava terminando o curso de publicidade e minha professora me convidou pra trabalhar com redação, só que era freelance. E nisso eu saí da assessoria e fiquei só nessa parte de redação, gostei e falei “é isso que eu quero”.

Começou, com isso a carreira de escritora mesmo: fui pra bienal, viajava pra divulgar os livros, pra divulgar. Pensei “eu quero conciliar as coisas, eu quero continuar viajando e um emprego fixo, e oito horas certinhas vai me atrapalhar”.

VINICIUS: E onde entra sua familia nesse rolê todo?

STEPHANIE: Eles levaram muito numa boa. Quando eu terminei a primeira faculdade eu já tinha falado que eu não queria atuar na parte de administração, que eu ia terminar porque comecei, mas não me vejo atuando nisso. No fim, me ajudou quando eu precisei abrir uma empresa, mas eu já pensava em ir pra parte de comunicação, só tinha dúvidas entre jornalismo e publicidade.

VINICIUS:  Sua vida tomou caminhos diversos em muito pouco tempo, né?

STEPHANIE:  Aham.

VINICIUS: Já fez muita coisa…

STEPHANIE: hahahah eu também acho e os meus amigos falam muito que eu consegui mudar muito rapidamente.

VINICIUS: Então você gosta de mudar. Mudar é difícil, né?

STEPHANIE: Pois é, é difícil, mas engraçado que eu tinha muito receio da mudança quando eu era mais nova, mas automaticamente, depois, eu vivenciei isso direto.

VINICIUS: E aí essas mudanças acabaram te impulsionando a buscar novos mundos. Além da escrita têm outras formas de arte que você gosta de se expressar?

STEPHANIE: Atualmente não. A escrita é o meu lado mais forte. O que eu tô me arriscando agora é com vídeos, mas foi um pedido: eu fiz uma mentoria com outra escritora, e ela me orientou isso, pela questão de que hoje se compra, principalmente no Brasil, o autor e não o livro. Ela me orientou que seria interessante trazer mais vídeos pras minhas redes sociais.

VINICIUS: Se vende o autor e não o livro… muito pertinente. E você é uma autora vendável? Primeiro que você tem um cachorro na foto de perfil, isso já é interessante por si só.

STEPHANIE:  Quando eu comecei a aparecer mais eu não tinha nem um perfil de escritora, tinha um perfil pessoal no instagram, que era fechado e meu facebook, também fechado. Fiz um curso de social media e a primeira coisa que a professora falou foi: “se você quer vender o produto você tem que ter um site, uma rede social…” . Então eu pensei:

“Eu sou uma escritora, tecnicamente o meu livro é um produto e eu sou um produto.”

Criei o meu perfil , mas no começo era só os livros. Eu demorei pra perceber que precisa ter um equilíbrio entre os livros e – as pessoas querem saber quem é – a autora por trás deles. Eu fiquei bastante tempo com meu perfil pessoal e o profissional até ter o insight de que a Stephanie pessoa e a Stephanie escritora são a mesma pessoa, não tem como separar. E as pessoas querem saber como eu sou: se eu gosto de cachorro, se eu gosto de gato… Então às vezes eu posto foto com a Buffy no perfil de escritora, e me ajudou muito.

VINICIUS: E te angustia ser um produto?

STEPHANIE: Não, porque eu consegui enxergar que pra vender livro o escritor é, de certa forma, um produto, e pode ser um serviço se ele oferecer algum curso.

VINICIUS: Como outras pessoas podem fazer pra casar o lado comercial com o lado artístico?

STEPHANIE: Eu acredito que a primeira coisa é entender isso: não dá pra você se separar em quadradinhos, em pedaços. Você tem que se mostrar, as pessoas querem conhecer você ator, você músico, você escritor, mas também querem saber o que você faz além disso. Tem que ter um equilíbrio, pode ter alguma coisa que você queira que seja privado, e não precisa postar na rede social, mas tem que saber que você é uma pessoa só.

VINICIUS: Eu ia te perguntar justamente isso: como é sua relação com sua própria privacidade?

STEPHANIE: Eu gosto de ter um pouquinho de privacidade, então algumas coisas eu mostro, sobre o que eu faço além de ser escritora, e outras eu guardo pra mim, por exemplo, eu digo que o meu whatsapp é a rede social onde eu converso com – tirando a parte de entrevistas – meus amigos, e eu tenho outro whatsapp que eu uso pra fazer divulgações, leituras coletivas, que fica exclusivamente pra parte da escrita.

VINICIUS: É interessante seu equilíbrio emocional. Você já fez terapia?

STEPHANIE: Eu faço terapia. Eu sou reikiana, fiz terapia holística, chamada de terapia alternativa, que é o reiki, a acupuntura, a auriculoterapia…

VINICIUS: Talvez daí venha essa aura muito positiva que dá pra sentir até pelo jeito de falar…

STEPHANIE: Sim, eu acredito. E me ajudou muito essa parte, principalmente o Reiki, que conheci em 2017.

VINICIUS: E ajuda na escrita? Muitos escritores de sucesso são completamente desequilibrados e é isso que traz o próprio sucesso.

STEPHANIE: Bom, o melhor exemplo que nós temos é o Stephen King, né? No meu caso ajuda. Como sou uma pessoa que sofre de ansiedade, se eu não tiver o que me equilibre eu quero fazer 30 coisas ao mesmo tempo, e daí não sai livro nenhum ou não sai texto nenhum na parte de redação. Preciso de algo pra centrar e equilibrar.

VINICIUS: Você pretende escrever mais um ou dois [livros] ou você pretende escrever até o fim da vida?

STEPHANIE: Eu vou usar a melhor frase: eu deixo a vida me levar. No momento estou trabalhando em um livro que veio à partir de uma ideia das minhas leitoras. Elas  insistiram muito que queriam um livro sobre essas personagens. No início eu não quis escrever sobre elas, até que uma hora a ideia surgiu e eu comecei a história.

Eu não me cobro: gosto de fazer um lançamento por ano no máximo, às vezes dois, mas vou deixando. Se surgirem ideias continuaremos, se não, ficamos um tempo sem e depois continuamos, e assim vamos.

VINICIUS: Alguma outra mensagem que gostaria de deixar?

STEPHANIE: Eu gostaria de dizer a quem pensa em escrever: primeiro que entre nesse mercado preparado pra tudo. Escritor não tem que ser uma profissão romantizada, é uma profissão como qualquer outra, vai te exigir… e você precisa lutar pelo que você quer. Se esse é o seu sonho, vai atrás que uma hora vai.

Escritor não tem que ser uma profissão romantizada, é uma profissão como qualquer outra, vai te exigir… e você precisa lutar pelo que você quer. Se esse é o seu sonho, vai atrás que uma hora vai.

VINICIUS: Poxa, bem pé no chão, eu não esperava isso, até mesmo pelos títulos.

STEPHANIE: Mas é por isso que eu brinco que os títulos dos meus livros enganam. Eles são pra causar essa sensação: a pessoa vai e quando pega a sinopse, já vê que não é.

VINICIUS: Legal, não apenas o conteúdo do livro, mas o conteúdo da autora.

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