Mexicano-chileno desenha estilo ‘Tropikal Punk’ brasileiro.

Sebastianismos cata influências do punk rock para lançar ‘Jogo de Azar’, terceiro single do álbum ‘Tóxico’

Imagem: Divulgação.

O rock rebeldia, alinhado nos Titãs, com a guitarra 100% presente e atenta. Se faltava pop-rock na cena saturada por folk fofinho, o single ‘Jogo de Azar’  vem ganhar esse gap. Na verdade, o compositor e intérprete Sebastianismos chama o gênero de ‘Tropikal Punk’, e explica o motivo:

“Me identifico com o  disruptivo, a transgressão, o questionamento e o faça-você-mesmo do Punk Rock, mas é o tempero tropical que cria algo nosso, com pautas e contextos nossos”

Sebastianismos

Falar em pop-rock nacional é falar em previsibilidade, mas nunca em tédio: a sequência harmônica não foge do centro tonal, mantendo-se sempre numa distância segura de um caminho já traçado – tônica, dominante, tônica relativa, subdominante, tônica… – o ciclo é curto, sem pretensão de inventar novas formas de passear pelos acordes. Para unir ritmo e harmonia, o baixo é central, cortando o vento com a frenética e repetitiva fórmula das duas notas em um tempo, no meio-a-meio cirúrgico, sob pena de desandar a massa.

Estamos em um ambiente soft, com cerca de 130 batidas por minuto, o que permite viradas mais audíveis na bateria do também produtor Dani Weks, baterista da banda Nx Zero. O rock consegue esse aspecto de ‘hino dos esquecidos’ trazendo das canções militares os trechos melódicos onde não há qualquer dissonância ou aventura –  o acorde da harmonia espelha as notas da melodia e vice-versa. Mas nesse caso há uma aventura ‘praiana’: passagens com cromatismos – sequência de notas com meio tom de diferença – tropicalizam o single.

A letra repassa a mesma ideia central várias vezes: a ideia da luta do humano comum pela sobrevivência, embebido em uma realidade injusta, na aleatoriedade de corres que são verdadeiros jogos de azar. O enredo é invertido: enquanto versos tratam do final da saga humana pelo ‘jogo de azar’ da vida, o refrão trata de descrever os caminhos percorridos no decorrer da luta.

Refrão fácil, rimas curtas e diretas, um riff ‘grudento’… Tudo o que o rock tem de típico está presente em ‘Jogo de Azar’

Quando a chuva deixar de molhar
Quando o Sol não queimar mais a pele
Só então é que vou saber
Que tô pronto pra morrer
Quando as onda deixar de quebrar
Quando não sinta o vento na cara
Só então é que vou saber
Que tô pronto pra morrer
Mas até lá…
É jogo de azar
É corre
É deus-dará
É sorte pra quem tem
Coragem de arriscar
Quando a voz não consiga cantar
E o meu sangue deixar de ferver
Só então é que vou saber
Que tô pronto pra morrer

E quando o povo deixar de lutar
E a esperança se perca pra sempre
Só então é que vou saber
Que tô pronto pra morrer
Mas até lá…
É jogo de azar
É corre
É deus-dará
É sorte pra quem tem
Coragem de arriscar
É jogo de azar
É corre
É deus-dará
É sorte pra quem tem
Coragem de arriscar
É jogo de azar
É corre
É deus-dará
É sorte pra quem tem
Coragem de arriscar

Ficha técnica

Letra, composição: Sebastianismos 
Produção: Sebastianismos + WEKS (Daniel Weks) 
Bateria: WEKS 
Guitarra: Martin Mendoça, Sebastianismos 
Synth: Sebastianismos 
Samples: Sebastianismos 
Baixo: Sebastianismos 
Mix: Peter Filgueiras 
Master: Alexandre Zampieri

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