Agosto Dourado: 31% das brasileiras não conseguiram amamentar por 6 meses

A amamentação adequada garante benefícios à saúde durante toda a vida.

“Amamentar não é fácil. É demorado, pode machucar, se a pega do bebê for incorreta, acontece muitas vezes ao dia e, quando o bebê dorme, a mulher precisa de descanso. Se ela não tiver uma rede de apoio familiar, até se adaptar completamente, não conseguirá levar o processo adiante.”

Dra. Mariana Rosário, ginecologista, obstetra e mastologista

Dia 1º de Agosto começa a semana mundial do aleitamento materno e, no Brasil, o agosto dourado. O período vem em meio a dados significativos: segundo a Famivita, consultoria de amamentação, 19% das mães brasileiras não conseguiram amamentar todos os seus filhos. Desse contingente, 21% são jovens de 18 a 24 anos.

É pela falta de orientação, medo da dor, falta de apoio familiar, dentre outros, que as jovens predominam na estatística. A mastologista, ginecologista e obstetra Dra. Mariana Rosário ajuda a derrubar o mito de que amamentar é algo ‘tão natural quanto se pensa’, encorajando o treino para prover com qualidade o que é o único alimento completo para os novos humaninhos, e composto por água, vitaminas, proteínas, minerais, lactose, gorduras, probióticos e imunoglobinas e recheado com uma boa dose de anticorpos. É diante de tudo isso que a médica firma a necessidade de suplementação alimentar para a mãe durante os 45 dias do puerpério e, com ajustes, depois disso. Não é segredo que o século XXI come mal, e é por isso que a especialista considera impossível uma amamentação adequada sem a suplementação.

Dra.Mariana faz parte do corpo clínico do hospital Albert Einstein, e é com toda propriedade que afirma que não vale apostar em receitas mágicas para aumentar o volume lático! Abusar na canjica, no leite de vaca… a única maneira comprovada de ter o elixir dos bebês em abundância é através da alimentação adequada e orientada por uma nutricionista, bem como saúde emocional em dia, pois sem estresse o corpo não produz a prolactina, hormônio responsável por fazer a mágica acontecer. As dores e febres durante o período de ‘descida do leite’ devem ser encaradas com calma e paciência, como parte normal do processo. Não vale a pena, também, se desesperar ao perceber o bebê não ‘pegar o peito’ nos primeiros dias: é normal e vai passar.

Preparando-se com dicas da especialista

  • Esfoliar o bico do peito durante o banho, com uma bucha vegetal, para que o bico vá se formando;
  • Tomar sol no peito pela manhã (no máximo até às 10h);
  • Estimular os peitos com as mãos;
  • NUNCA usar pomadas emolientes antes do parto;
  • Preparar o psicológico para o aleitamento;
Dra. Mariana Rosário, mastologista, obstetra e ginecologista. Membra da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) |
Foto: Arquivo pessoal

A OMS recomenda a alimentação unicamente pelo seio materno por 6 meses. Mesmo assim, 31% das brasileiras não conseguiram completar esse período.

Juliana Alves, Enfermeira Obstetra da Famivita. | Foto: Arquivo Pessoal

Apesar do mínimo de 6 meses, a mãe pode continuar dando o peito por mais tempo, conforme esclarece Juliana Alves, enfermeira obstetra da Famivita. Quanto mais mamar o bebê, diz ela, maior a adaptabilidade dos seios e do cérebro da mãe, que além da prolactina libera ocitocina, hormônio responsável pela liberação do leite, além de ser protagonista no estabelecimento do vínculo mãe-filho, contribuir para o retorno do peso, evitar complicações hemorrágicas e ajudar a prevenir câncer de mama, de ovário e endométrio. Com tudo isso, é claro, vem a economia de tempo e dinheiro com médicos e medicamentos.

Seguindo todas as orientações e amamentando pelo tempo certo, além de um sistema imunológico poderoso, veremos crescer alguém com 13% menos chances de obesidade e 35% menos chances de diabetes tipo 2. Além disso, Juliana fala na redução de problemas como diarreia, infecções gerais – principalmente respiratórias – , asma, bronquite, bronquiolite, diabetes, obesidade, desidratação, colesterol alto, anemia e alergias.

Fonte: Famivita

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